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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fuga - parte 2

 link para parte 1


sob tênue luz fico atônito ao ter minha boca sugada, sua saliva quente...
Ergo a bandeira por sob o manto, minhas mãos percorrem suas nádegas e rasgo-lhe as vestes
puro e incontrolável instinto animal, dispo-me e a jogo na cama sebosa, caio de boca em sua gruta
...sorvo o caldo de fêmea úmida, massacro-lhe os seios de bicos entumecidos, em segundos a penetro
qual um gigante ávido pela cachoeira ao fim da trilha...
Vem o dilúvio e não paro, não ouço mais os sons, só o cheiro  que me enlouquece, volto a castigá-la...
explodo novamente e a solto, murmuro seu nome algumas vezes.
Sacro silêncio, meus pensamentos atordoados despertam minha visão, ela nada diz, me olha com ar de
missão cumprida, ledo engano... quero tudo a que tenho direito, puxo-lhe pelos cabelos direto ao tesão,
mal a deixo respirar, movimento frenéticamente sua cabeça
A pressão aumenta, as veias incham, afasto e deixo-a tomar fôlego...abruptamente coloco-a de quatro e empino seu rabo,
desabroxo aquela rosa com as mãos espalmadas, cuspo no alvo, deixo minha saliva escorrer...
ela me olha pelos ombros, meio assustada e excitada, uma verdadeira atriz...sorrio sarcásticamente, arreganho-lhe e procuro
o encaixe, sinto o anel encostar, aprofundo-me suavemente até o talo ser engolido e começo a bombar, ela geme...
É o mais intenso prazer que conheço, pernicioso ato, me transformo num lôbo comendo uma cadela, quase um lobisomem...


continua
Frei Deriko Nietzsche



sábado, 10 de outubro de 2009

Fuga - parte 1

resta uma luz tênue no pátio, palpitando sou tomado pelo suor, esgueirando-me pelas colunas e sombras, a poucos metros do portão...saio finalmente, sigo o caminho de terra em direção ao vilarejo.
Estes poucos quiilômetros parecem nunca acabar, molhado e arfando não
diminuo o ritmo com medo de recuar, vejo a luz da sacada, ouço uma música suave e me aproximo dos primeiros degraus, paro para respirar,
uma longa jornada me espera.
Mal passam dois minutos e já me sinto jovem, adentro... Percebo o choque,
alguns me dirigem um olhar perplexo, outros se imobilizam, tarde demais...
fui hipnotizado instantâneamente por aqueles olhos verdes, pergunto seu nome.
- Ísis !
Heresia, meus pudores esvaem-se, sinal de libertação, chego perto de seu rosto, ao menor movimento de seus lábios ergo meu dedo em direção a sua boca em sinal de silêncio, e digo.
- Sem palavras, apenas conceda-me.
Entrego-lhe uma maço de notas, embaralhadas e amassadas, oriundas de pequenos furtos da caixa de doações do convento. Ela mexe sua cabeça consentindo, me puxa pelas mãos em direção ao fundo do salão...


continua
Frei Deriko Nietzsche


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