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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trilhos

















No acalento do assovio do vento
Deslizo pelo choro das nuvens
Imensos momentos de intensa alegria
Renascer a cada embalo ao balançar-se
Como nadar num lago bucólico, sereno
De repente, desgrudo e decolo… 

Frei Deriko Nietzsche





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Perdido na noite











Ficar
Hoje tá na moda
Tempos atrás era bolo
Só crescia com o tempo
Fermentando o desejo
De fazer a cobertura

Exagero
Nem sempre é tudo isso
Isso tudo não o é sempre
Voce pode sempre tentar-se
Enganar para tudo, e o sempre

Correndo atrás do pet
Vez por outra, volta e meia
Dá a volta outra vez
E olha que ele não tem rabo
Nem gosta de osso

Pondo
Este é duca
Lembra marca de creme
Você escolhe onde passa
E corre o risco de escorregar
Pra dentro, é de ferrar


Frei Deriko Nietzsche

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Procura-se



















Bela e frágil a tão admirada fortaleza
Sem bases adequadas de construção
Corre o risco de se autodestruir
Pela ação do tempo, ou invasão

O mais dedicado de seus arquitetos
Não teve mais recursos ou inspiração
Sonha com alguém que possa restaurar
Ao menos boa parte de sua recordação

Frei Deriko Nietzsche



domingo, 25 de outubro de 2009

Jogo de contas


















Medida em conta
De somar e cuidar
De ter em se dar
Orientar ao zelar

Faz-se a conta do pai
Que não é santo
Conta que vive para amar
Contando as contas do mar

Frei Deriko Nietzsche

Sossêgo






















Existe uma paz chamada sossêgo
Onde me encontro suavemente comigo
Não estou, pois sou parte do meu todo

Pássaros e brisa num doce acalento
Somente eles envolvem meu pensar
Na preguiça espero o tempo chegar

Frei Deriko Nietzsche



Saudade





Crianças levadas são pela vida
Antes inocência, agora perdida
Do embalo do colo vem a saudade
De uma data já ida, tão querida

Frei Deriko Nietzsche